§ 1032
Esta doutrina apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, de que já fala a Sagrada Escritura: «Por isso, [Judas Macabeu] pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres das suas faltas» (2 Mac 12, 46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência a favor dos defuntos: «Socorramo-los e façamos comemoração deles. Se os filhos de Job foram purificados pelo sacrifício do seu pai (627) por que duvidar de que as nossas oferendas pelos defuntos lhes levam alguma consolação? [...] Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer por eles as nossas orações» (628).
Haec doctrina etiam nititur praxi orationis pro defunctis, de qua iam sacra Scriptura loquitur: « Unde pro defunctis expiationem fecit [Iudas Maccabaeus], ut a peccato solverentur » (2 Mac 12,46). Inde a prioribus temporibus, Ecclesia defunctorum memoriam est venerata et suffragia pro illis obtulit, maxime Sacrificium eucharisticum, 628 ut purificati ad visionem beatificam Dei possent pervenire. Ecclesia etiam eleemosynas, indulgentias et opera paenitentiae commendat pro defunctis: « Eis ergo opem feramus, et commemorationem eorum peragamus. Si enim Iobi filios expiabat patris sacrificium: 629 quid dubitas, an nobis pro eis qui excesserunt offerentibus, ipsis detur aliqua consolatio? [...] Ne nos pigeat opem ferre iis qui excesserunt, et pro eis offerre preces ». 630 IV. Infernus