IV. O Inferno
Não podemos estar em união com Deus se não escolhermos livremente amáLo. Mas não podemos amar a Deus se pecarmos gravemente contra Ele, contra o nosso próximo ou contra nós mesmos: «Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida: ora vós sabeis que nenhum homicida tem em si a vida eterna» (1 Jo 3, 14-15). Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados d'Ele, se descurarmos as necessidades graves dos pobres e dos pequeninos seus irmãos (629). Morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado d'Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra «Inferno».
Non possumus Deo esse uniti nisi libere Eum diligere eligamus. Sed Deum diligere non possumus, si contra Eum, contra nostrum proximum vel contra nosmetipsos graviter peccemus: « Qui non diligit, manet in morte. Omnis, qui odit fratrem suum, homicida est, et scitis quoniam omnis homicida non habet vitam aeternam in semetipso manentem » (1 Io 3,14-15). Dominus noster nos monet nos ab Eo separatos fore, si necessitatibus gravibus occurrere omittamus pauperum et parvulorum qui Eius sunt fratres. 631 In peccato mortali mori quin nos huius paeniteat et quin amorem Dei excipiamus misericordem, significat ab Eo in aeternum propter nostram propriam liberam electionem manere separatos. Hic status definitivae exclusionis sui ipsius (« auto-exclusionis ») a communione cum Deo et cum beatis denotatur verbo « infernus ».