Catecismo · § 1333

III. A Eucaristia na economia da salvação — OS SINAIS DO PÃO E DO VINHO

No centro da celebração da Eucaristia temos o pão e o vinho que, pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo, se tornam o corpo e o sangue do mesmo Cristo. Fiel à ordem do Senhor, a Igreja continua a fazer, em memória d'Ele e até à sua vinda gloriosa, o que Ele fez na véspera da sua paixão: «Tomou o pão...», «Tomou o cálice com vinho...». Tornando-se misteriosamente o corpo e o sangue de Cristo, os sinais do pão e do vinho continuam a significar também a bondade da criação. Por isso, no ofertório [apresentação das oferendas], nós damos graças ao Criador pelo pão e pelo vinho (164), fruto «do trabalho do homem», mas primeiramente «fruto da terra» e «da videira», dons do Criador. A Igreja vê no gesto de Melquisedec, rei e sacerdote, que «ofereceu pão e vinho» (Gn 14, 18), uma prefiguração da sua própria oferenda (165).

Latim

In corde celebrationis Eucharistiae habentur panis et vinum quae, per Christi verba et per Spiritus Sancti invocationem, corpus et sanguis Christi fiunt. Ecclesia, mandato Domini fidelis, in Eius memoriam, usque ad reditum Eius gloriosum, agere pergit id quod Ipse Suae passionis egit pridie: « Accepit panem... », « Accepit calicem, ex genimine vitis repletum... ». Panis et vini signa, cum corpus et sanguis Christi arcano modo efficiuntur, creationis etiam significare pergunt bonitatem. Sic in Offertorio, gratias agimus Creatori propter panem et vinum, 307 fructum « operis manuum hominum », sed etiam prius « fructum terrae » atque « vitis », Creatoris igitur dona. Ecclesia in gestu Melchisedech, regis et sacerdotis, qui protulit « panem et vinum » (Gn 14,18), propriae suae oblationis perspicit praefigurationem. 308

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