§ 1334
Na Antiga Aliança, o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador. Mas também recebem uma nova significação no contexto do Êxodo: os pães ázimos que Israel come todos os anos na Páscoa, comemoram a pressa da partida libertadora do Egipto; a lembrança do maná do deserto recordará sempre a Israel que é do pão da Palavra de Deus que ele vive (166). Finalmente, o pão de cada dia é o fruto da terra prometida, penhor da fidelidade de Deus às suas promessas. O «cálice de bênção» (1 Cor 10, 16), no fim da ceia pascal dos judeus, acrescenta à alegria festiva do vinho uma dimensão escatológica – a da expectativa messiânica do restabelecimento de Jerusalém. Jesus instituiu a sua Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do pão e do cálice.
In Vetere Foedere, panis et vinum, inter terrae primitias, offeruntur velut sacrificium, tamquam signum gratitudinis erga Creatorem. Sed ea novam etiam accipiunt in contextu Exodi significationem: Panes azymi, quos Israel singulis annis in Paschate edebat, festinationem commemorant liberatoris exitus ex Aegypto; recordatio manna deserti semper Israel commemorabit, ipsum ex pane Verbi Dei vivere. 309 Panis denique quotidianus est Terrae promissae fructus, pignus fidelitatis Dei promissionibus Eius. « Calix benedictionis » (1 Cor 10,16), ad finem convivii Paschalis Iudaeorum, gaudio festivo vini rationem addit eschatologicam, illam messianicae exspectationis restitutionis Ierusalem. Iesus Suam instituit Eucharistiam, sensum novum praebens et definitivum benedictioni panis et calicis.