§ 1458
Sem ser estritamente necessária, a confissão das faltas quotidianas (pecados veniais) é contudo vivamente recomendada pela Igreja. (54) Com efeito, a confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo com maior frequência, neste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (55): «Aquele que confessa os seus pecados e os acusa, já está de acordo com Deus. Deus acusa os teus pecados; se tu também os acusas, juntas-te a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas realidades distintas. Quando ouves falar do homem, foi Deus que o criou: quando ouves falar do pecador, foi o próprio homem quem o fez. Destrói o que fizeste, para que Deus salve o que fez. [...] Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque acusas as tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz» (56).
Confessio defectuum quotidianorum (peccatorum venialium), quin stricte sit necessaria, enixe ab Ecclesia commendatur.54 Revera regularis nostrorum peccatorum venialium confessio nos adiuvat ad nostram efformandam conscientiam, ad pugnandum contra nostras malas tendentias, ad permittendum ut Christus nos sanet, ad progrediendum in vita Spiritus. Donum misericordiae Patris frequentius per hoc sacramentum accipientes, impellimur ut misericordes simus sicut Ipse.55 « Qui confitetur peccata sua, et accusat peccata sua, iam cum Deo facit. Accusat Deus peccata tua; si et tu accusas, coniungeris Deo. Quasi duae res sunt, homo et peccator. Quod audis homo, Deus fecit; quod audis peccator, ipse homo fecit. Dele quod fecisti, ut Deus salvet quod fecit. [...] Cum autem coeperit tibi displicere quod fecisti, inde incipiunt bona opera tua, quia accusas mala opera tua. Initium operum bonorum, confessio est operum malorum. Facis veritatem et venis ad Lucem ».56 Satisfactio