§ 1752
Em face do objecto, a intenção coloca-se do lado do sujeito que age. Porque está na fonte voluntária da acção e a determina pelo fim em vista, a intenção é um elemento essencial na qualificação moral da acção. O fim em vista é o primeiro dado da intenção e designa a meta a atingir pela acção. A intenção é um movimento da vontade em direcção ao fim; diz respeito ao termo do agir. É o alvo do bem que se espera da acção empreendida. Não se limita à direcção das nossas acções singulares, mas pode ordenar para um mesmo fim acções múltiplas: pode orientar toda a vida para o fim último. Por exemplo, um serviço prestado tem por fim ajudar o próximo, mas pode ser inspirado, ao mesmo tempo, pelo amor de Deus como fim último de todas as acções. Uma mesma acção pode também ser inspirada por várias intenções, como prestar um serviço para obter um favor ou para satisfazer a vaidade.
Coram obiecto, intentio se collocat e parte subiecti agentis. Intentio, quippe quae ex fonte voluntario est actionis eamque per finem determinat, elementum est essentiale in morali aestimatione actionis. Finis est primus terminus intentionis et scopum indicat quem actio prosequitur. Intentio motus est voluntatis in finem; terminum respicit actionis. Ipsa est propositum boni quod ab actione incepta exspectatur. Ad actiones singulares non reducitur dirigendas, sed in eumdem scopum potest plures actiones ordinare; totam vitam potest ad finem ultimum disponere. Exempli gratia, servitium praestitum habet ut finem adiuvare proximum, sed potest simul amore Dei inspirari tamquam finis ultimi omnium nostrarum actionum. Eadem actio potest etiam pluribus inspirari intentionibus, sicut servitium praestare ad favorem obtinendum vel ad vanitatem exinde educendam.