§ 1753
Uma intenção boa (por exemplo: ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento em si mesmo desordenado (como a mentira e a maledicência). O fim não justifica os meios. Assim, não se pode justificar a condenação dum inocente como meio legítimo para salvar o povo. Pelo contrário, uma intenção má acrescentada (por exemplo, a vanglória) torna mau um acto que, em si, pode ser bom (como a esmola (41)).
Intentio bona (exempli gratia: proximum adiuvare) nec bonum nec iustum reddit modum agendi qui in se ipso esset deordinatus (sicut mendacium et maledicentia). Finis media non iustificat. Sic innocentis damnatio iustificari non potest tamquam medium legitimum ad populum salvandum. E contra, mala intentio superaddita (sicut gloria vana) malum reddit actum qui in se potest bonus esse (sicut eleemosyna61).