Catecismo · § 2244

A COMUNIDADE POLÍTICA E A IGREJA

Toda a instituição se inspira, mesmo que implicitamente, numa visão do homem e do seu destino, visão da qual tira as suas referências de juízo, a sua hierarquia de valores, a sua linha de procedimento. A maior parte das sociedades referiram as suas instituições a uma certa preeminência do homem sobre as coisas. Só a religião divinamente revelada é que reconheceu claramente em Deus, Criador e Redentor, a origem e o destino do homem. A Igreja convida os poderes políticos a referenciar os seus juízos e decisões a esta inspiração da verdade sobre Deus e sobre o homem: As sociedades que ignoram esta inspiração ou a recusam em nome da sua independência em relação a Deus, são levadas a procurar em si mesmas ou a tomar de uma ideologia as suas referências e o seu fim: e não admitindo que se defenda um critério objectivo do bem e do mal, a si mesmas atribuem, sobre o homem e o seu destino, um poder totalitário, declarado ou oculto, como a história tem mostrado» (31).

Latim

Omnis institutio inspiratur, saltem implicite, quadam hominis eiusque destinationis visione ex qua illa suas iudicii trahit relationes, suam valorum hierarchiam, suam agendi normam. Pleraeque societates suas institutiones ad quamdam retulerunt praeeminentiam hominis super res. Sola divinitus revelata Religio in Deo, Creatore et Redemptore, originem et destinationem hominis clare agnovit. Ecclesia politicas invitat potestates ut sua iudicia suasque decisiones huic referant inspirationi veritatis de Deo et de homine. Societates quae hanc inspirationem ignorant vel eam, nomine suae independentiae relate ad Deum, reiiciunt, ducuntur ad quaerendam in se ipsis vel commodato assumendam ideologiam suarum relationum et suae destinationis et, non admittentes ut criterium boni et mali defendatur obiectivum, sibi totalitariam tribuunt potestatem super hominem et eius destinationem, modo manifesto vel occulto, sicut historia id ostendit. 163

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