§ 2445
O amor dos pobres é incompatível com o amor imoderado das riquezas ou com o uso egoísta das mesmas: «E agora, ó ricos, chorai em altos brados por causa das desgraças que virão sobre vós. As vossas riquezas estão podres e as vossas vestes roídas pela traça. O vosso oiro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem servirá de testemunho contra vós e devorará a vossa carne como o fogo. Entesourastes, afinal, para os vossos últimos dias! Olhai que o salário que não pagastes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos está a clamar: e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do universo! Tendes vivido na terra entregues ao luxo e aos prazeres, cevando assim os vossos apetites para o dia da matança! Condenastes e destes a morte ao inocente, e Deus não vai opor-se?» (Tg 5, 1-6).
Pauperum amor cum immoderato amore divitiarum vel cum earum usu ad se solum spectanti (« egoistico ») componi nequit: « Age nunc, divites, plorate ululantes in miseriis, quae advenient vobis. Divitiae vestrae putrefactae sunt, et vestimenta vestra a tineis comesta sunt, aurum et argentum vestrum aeruginavit, et aerugo eorum in testimonium vobis erit et manducabit carnes vestras sicut ignis: thesaurizastis in novissimis diebus. Ecce merces operariorum, qui messuerunt regiones vestras, quae fraudata est a vobis, clamat et clamores eorum, qui messuerunt, in aures Domini Sabaoth introierunt. Epulati estis super terram et in luxuriis fuistis, enutristis corda vestra in die occisionis. Addixistis, occidistis iustum. Non resistit vobis » (Iac 5,1-6).