§ 2448
«Sob as suas múltiplas formas: indigência material, opressão injusta, doenças físicas e psíquicas, e finalmente a morte, a miséria humana é o sinal manifesto da condição congénita de fraqueza em que o homem se encontra desde o primeiro pecado e da necessidade que tem de salvação. Foi por isso que ela atraiu a compaixão de Cristo Salvador, que quis tomá-la sobre Si e identificar-Se com os "mais pequenos de entre os seus irmãos" (Mt 25, 40-45). É por isso, os que se sentem acabrunhados por ela são objecto de um amor preferencial por parte da Igreja que, desde o princípio, apesar das falhas de muitos dos seus membros, nunca deixou de trabalhar por aliviá-los, defendê-los e libertá-los; fê-lo através de inúmeras obras de beneficência, que continuam indispensáveis, sempre e em toda a parte» (209).
« Extrema inopia bonorum materialium, iniusta oppressio, physicae et psychicae aegritudines, demum mors, humanae nempe miseriae omnes signum sunt manifestum originalis condicionis infirmitatis qua, post primum Adae peccatum, homo versatur, itemque sunt signum necessitatis salutis; quae miseriae ideo misericordiam Christi Salvatoris attraxerunt, qui voluit eas portare, Seipsum assimulans "fratribus Suis minimis" (Mt 25,40.45). Propterea, in eos quos percutit miseria, potiore dilectione fertur Ecclesia quae iam ab initio, non obstantibus peccatis multorum membrorum, nunquam ab officio suo destitit eos consolandi, defendendi et liberandi. Id fecit quidem innumeris beneficentiae subsidiis, quae semper et ubique sunt necessaria ». 344