§ 2603
Os evangelistas retiveram duas orações mais explícitas de Cristo durante o seu ministério. E ambas começam por uma acção de graças. Na primeira (51), Jesus louva o Pai, reconhece-O e bendi-Lo por ter escondido os mistérios do Reino aos que se julgavam sábios e os ter revelado aos «pequeninos» (os pobres das bem-aventuranças). O seu estremecimento – «Sim Pai!» – revela o íntimo do seu coração, a sua adesão ao «beneplácito» do Pai, como um eco do «Fiat» da sua Mãe aquando da sua concepção e como prelúdio do que Ele próprio dirá ao Pai na sua agonia. Toda a oração de Jesus está nesta adesão amorosa do seu coração de homem ao «mistério da vontade» do Pai (52).
Evangelistae duas Christi, perdurante Eius ministerio, orationes retinuerunt explicitiores. Utraque autem earum incipit gratiarum actione. In priore,61 Iesus Patrem confitetur, Eum agnoscit Eique benedicit quia Ipse Regni mysteria illis abscondit qui se sapientes putabant atque ea prorsus « parvulis » revelavit (pauperibus beatitudinum). Eius commotio « Ita, Pater! » intimum exprimit Eius cordis, Eius adhaesionis « beneplacito » Patris, quasi echo illius « Fiat » Matris Eius in Ipsius conceptione et quasi prolusio illius quem Ipse Patri in Sua dicet agonia. Tota Iesu oratio in hac amore plena est adhaesione Eius cordis humani « mysterio voluntatis » Patris.62