§ 2604
A segunda oração é referida por São João (53), antes da ressurreição de Lázaro. A acção de graças precede o acontecimento: «Pai, Eu Te dou graças por Me teres escutado», o que implica que o Pai atende sempre o que Lhe pede; e Jesus acrescenta logo: «Eu bem sabia que Tu Me atendes sempre», o que implica, por seu turno, que Jesus pede constantemente. Assim, apoiada na acção de graças, a oração de Jesus revela-nos como devemos pedir: Antes de Lhe ser dado o que pede, Jesus adere Aquele que dá e Se dá nos seus dons. O Doador é mais precioso do que dom concedido, é o «tesouro», e é n'Ele que está o coração do Filho; o dom é dado «por acréscimo» (54). A oração «sacerdotal» de Jesus (55) ocupa um lugar único na economia da salvação. Será meditada no final da primeira Secção. Ela revela, de facto, a oração sempre actual do nosso Sumo-Sacerdote e, ao mesmo tempo, contém tudo quanto Ele nos ensina na nossa oração ao Pai, que será explicada na Segunda Secção.
Altera oratio a sancto Ioanne refertur63 ante Lazari resurrectionem. Gratiarum actio eventum praecedit: « Pater, gratias ago Tibi quoniam audisti me », quod implicat Patrem Suam petitionem semper exaudire; atque Iesus statim addit: « Ego autem sciebam quia semper me audis », quod implicat Iesum, e parte Sua, constanter petere. Sic Iesu oratio ducta a gratiarum actione nobis revelat quomodo sit petendum: priusquam donetur donum, Iesus Ei adhaeret qui donat quique in donis Suis Se donat. Donator dono largito est pretiosior, Ipse est « Thesaurus » et in Eo est cor Filii Eius; donum donatur « per additionem ».64 Iesu « sacerdotalis » oratio65 in Oeconomia salutis locum obtinet singularem. Eadem considerabitur in fine primae sectionis. Ipsa utique semper actualem nostri Summi Sacerdotis revelat orationem atque simul continet quod Ipse nos docet in nostra ad Patrem oratione, quae in secunda explicabitur sectione.