§ 2785
Um coração humilde e confiante que nos faça «voltar ao estado de crianças» (Mt 18, 3): porque é aos «pequeninos» que o Pai Se revela (Mt 11, 25): É um estado «que se forma contemplando a Deus somente, com o ardor da caridade. Nele, a alma funde-se e abisma-se em santa dilecção e trata com Deus como com o seu próprio Pai, muito familiarmente, numa ternura de piedade muito particular» (34). «Pai nosso – que haverá de mais querido para os filhos do que o pai? – Este nome suscita em nós ao mesmo tempo o amor, o afecto na oração, [...] e também a esperança de obter o que vamos pedir [...]. De facto, que pode Ele recusar à súplica dos seus filhos, quando já previamente lhes permitiu que fossem filhos seus?» (35).
Cor humile et confidens quo convertamur et efficiamur « sicut parvuli » (Mt 18,3): quoniam Pater Se revelat « parvulis » (Mt 11,25): Est status, « qui contemplatione Dei solius et caritatis ardore formatur, per quem mens in Illius dilectionem resoluta atque reiecta familiarissime Deo velut Patri proprio peculiari pietate conloquitur ». 257 « Pater noster. Quo nomine et caritas excitatur — quid enim carius filiis esse debet quam pater? — et supplex affectus [...] et quaedam impetrandi praesumptio, quae petituri sumus [...]. Quid enim iam non det filiis petentibus, cum hoc ipsum ante dederit, ut filii essent? ». 258 III. Pater « noster »