Catecismo · § 311

§ 311

Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu último destino por livre escolha e amor preferencial. Podem, por conseguinte, desviar-se. De facto, pecaram. Foi assim que entrou no mundo o mal moral, incomensuravelmente mais grave que o mal físico. Deus não é, de modo algum, nem directa nem indirectamente, causa do mal moral (151). No entanto, permite-o por respeito pela liberdade da sua criatura e misteriosamente sabe tirar dele o bem: «Deus todo-poderoso [...] sendo soberanamente bom, nunca permitiria que qualquer mal existisse nas suas obras se não fosse suficientemente poderoso e bom para do próprio mal, fazer surgir o bem» (152).

Latim

Angeli et homines, creaturae intelligentes et liberae, in suum finem ultimum, per electionem liberam et amorem praeferentiae, ambulare debent. Propterea deviare possunt. De facto peccaverunt. Sic malum morale, sine comparatione gravius quam malum physicum, mundum est ingressum. Deus nullo modo, neque directe neque indirecte, causa est mali moralis. 167 Illud tamen permittit, creaturae Suae observans libertatem, et modo arcano scit ex illo bonum adducere: « Neque enim Deus omnipotens [...], cum summe bonus sit, ullo modo sineret mali esse aliquid in operibus Suis nisi usque adeo esset omnipotens et bonus ut bene faceret et de malo ». 168

Abrir no Catecismo da Igreja Católica completo →