Catecismo · § 312

§ 312

Assim, com o tempo, é possível descobrir que Deus, na sua omnipotente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas: «Não, não fostes vós – diz José a seus irmãos – que me fizestes vir para aqui. Foi Deus. [...] Premeditastes contra mim o mal: o desígnio de Deus aproveitou-o para o bem [...] e um povo numeroso foi salvo» (Gn, 45, 8; 50, 20) (153). Do maior mal moral jamais praticado, como foi o repúdio e a morte do Filho de Deus, causado pelos pecados de todos os homens, Deus, pela superabundância da sua graça (154), tirou o maior dos bens: a glorificação de Cristo e a nossa redenção. Mas nem por isso o mal se transforma em bem.

Latim

Sic, tempore decurrente, detegi potest, Deum, in Sua omnipotenti providentia, bonum adducere posse ex consequentiis mali, etiam moralis, a Suis creaturis patrati: « Non vestro consilio, sed Dei voluntate huc missus sum. [...] Vos cogitastis de me malum; sed Deus vertit illud in bonum ut [...] salvos faceret multos populos » (Gn 45,8; 50,20). 169 Deus e maximo malo morali quod unquam commissum fuerit, e reiectione et occisione Filii Dei, omnium hominum peccatis causata, per gratiae Suae superabundantiam, 170 maximum adduxit bonorum: glorificationem Christi et nostram Redemptionem. Non tamen propterea malum efficitur bonum.

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