§ 575
Muitas atitudes e palavras de Jesus foram, portanto, «sinal de contradição» (348) para as autoridades religiosas de Jerusalém, a quem o Evangelho de São João muitas vezes chama simplesmente «os Judeus» (349), mais ainda do que para o comum do Povo de Deus (350). Sem dúvida que as suas relações com os fariseus não foram unicamente polémicas: são fariseus que O previnem do perigo que corre (351). Jesus louva alguns de entre eles, como o escriba de Mc 12, 34, e em várias ocasiões come em casa de fariseus (352). Jesus confirma doutrinas partilhadas por esta elite religiosa do povo de Deus: a ressurreição dos mortos (353) formas de piedade (esmola, jejum e oração (354)) e o hábito de se dirigir a Deus como Pai, o carácter central do mandamento do amor de Deus e do próximo (355).
Nonnulli igitur actus et verba Iesu fuerunt « signum contradictionis » 350 pro auctoritatibus religiosis Hierosolymorum, quas evangelium sancti Ioannis saepe « Iudaeos » appellat, 351 adhuc magis quam pro communi populo Dei. 352 Utique Eius relationes cum Pharisaeis non fuerunt solummodo contentiosae. Quidam Pharisaei Eum de periculo monent quod Ei impendit. 353 Iesus quosdam ex illis laudat, sicut scribam de quo Mc 12,34, et pluries apud Pharisaeos manducat. 354 Iesus doctrinas confirmat in hoc selecto religioso populi Dei coetu communes: resurrectionem mortuorum, 355 formas pietatis (eleemosynam, orationem et ieiunium) 356 et consuetudinem se ad Deum ut Patrem dirigendi, indolem centralem mandati amoris Dei et proximi. 357