Catecismo · § 599

II. A morte redentora de Cristo no desígnio divino de salvação

A morte violenta de Jesus não foi fruto do acaso, nem coincidência infeliz de circunstâncias várias. Faz parte do mistério do desígnio de Deus, como Pedro explica aos judeus de Jerusalém, logo no seu primeiro discurso no dia de Pentecostes: «Depois de entregue, segundo o desígnio determinado e a previsão de Deus» (Act 2, 23). Esta linguagem bíblica não significa que os que «entregaram Jesus» (440) foram simples actores passivos dum drama previamente escrito por Deus.

Latim

Violenta mors Iesu in infelici adiunctorum concursu fructus casus non fuit. Ea ad mysterium consilii pertinet Dei, ut sanctus Petrus Iudaeis Hierosolymorum explicat inde a suo primo Pentecostes sermone: Hic « definito consilio et praescientia Dei » traditus est (Act 2,23). Hic biblicus loquendi modus non significat eos, qui Iesum tradiderunt, 442 solummodo passivos fuisse executores scenae in antecessu a Deo scriptae.

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