O CORPO DE CRISTO NO SEPULCRO
A permanência do corpo de Cristo no túmulo constitui o laço real entre o estado passível de Cristo antes da Páscoa e o seu estado glorioso actual de ressuscitado. É a mesma pessoa do «Vivente» que pode dizer: «Estive morto e eisMe vivo pelos séculos dos séculos» (Ap 1, 18): «É este o mistério do desígnio de Deus àcerca da morte e da ressurreição dos mortos: se Ele não impediu que a morte separasse a alma do corpo, segundo a ordem necessária da natureza: mas juntou-os de novo um ao outro pela ressurreição, a fim de ser Ele próprio na sua pessoa o ponto de encontro da morte e da vida, suspendendo em Si a decomposição da natureza produzida pela morte e tornando-Se, Ele próprio, princípio de reunião para as partes separadas» (517).
Permanentia Christi in sepulcro vinculum constituit reale inter statum Christi passibilem ante Pascha et Eius, Resuscitati, actualem statum gloriosum. Eadem Persona « Viventis » dicere potest: « Fui mortuus et ecce sum vivens in saecula saeculorum » (Apc 1,18): « Est autem hoc mysterium dispensationis Dei circa [Filii] Mortem et Resurrectionis ex mortuis quod morte quidem fuerit anima separata a corpore, et non prohibuerit necessariam naturae consequentiam; omnis autem rursus ad Se invicem reduxerit per Resurrectionem, adeo ut eis esset utriusque confinium, nempe mortis et vitae: ut qui in Se quidem statuerit naturam morte divisam, Ipse tamen fuerit principium unionis eorum quae sunt divisa ». 519