Catecismo · § 626

§ 626

Uma vez que o «Príncipe da Vida», a quem deram a morte (518), é precisamente o mesmo «Vivente que ressuscitou» (519), é forçoso que a pessoa divina do Filho de Deus tenha continuado a assumir a alma e o corpo, separados um do outro pela morte: «Embora Cristo, enquanto homem tenha sofrido a morte e a sua santa alma tenha sido separada do seu corpo imaculado, nem por isso a divindade se separou, de nenhum modo, nem da alma nem do corpo: e nem por isso a Pessoa única foi dividida em duas. Tanto o corpo como a alma tiveram existência simultânea, desde o início, na Pessoa do Verbo; e, apesar de na morte terem sido separados, nenhum dos dois deixou de subsistir na Pessoa única do Verbo» (520). «NÃO DEIXAREIS O VOSSO SANTO SOFRER A CORRUPÇÃO»

Latim

Siquidem « Dux vitae » qui interfectus est 520 Idem utique est ac « Vivens qui resurrexit », 521 necessarium est Personam Filii Dei assumere perrexisse animam Suam Suumque corpus inter se per mortem separata: « Quamvis igitur Christus ut homo mortem obierit, sanctaque Ipsius anima ab immaculato corpore distracta sit, divinitas tamen a neutro, hoc est, nec ab anima, nec a corpore quoquo modo seiuncta est: neque propterea Persona una in duas divisa fuit. Siquidem et corpus et anima simul ab initio in Verbi Persona exsistentiam habuerunt; ac licet in morte divulsa sint, utrumque tamen eorum unam Verbi Personam, qua subsisteret, semper habuit ». 522 « Non dabis Sanctum Tuum videre corruptionem »

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